Soneto do Desenho de Mulher
Brilho de azul e gotas caídas
Revelam a íris do arco imagem
Lançada precisa no breu sem saídas
Nascida de um fito que dita coragem
Mistério infinito de almas feridas
Errantes no tempo do vento em viagem
Instante que é rubro esquenta miragem
Do corpo fluído de belezas sabidas
Escorre liberta a pura solíta
Expressa em choro eterno e amante
Que pulsa o ventre e a mente levita
Saúde de cores e filo flagrante
Impulsos de vida entregue que agita
O curso contínuo da roda gigante
João Paulo Gusmão P. Duarte (autor do soneto)
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